Ela sempre assistiu a vida através do vidro embaçado de sua janela, e ela se sentia de uma forma muito mórbida satisfeita com essa situação.
Ela vivia de uma forma estranha, satisfeita na prisão que ela mesma se impôs por acreditar que não merecia ser feliz e nem viver os simples prazeres da vida.
Ela sofreu tanto que com o tempo se recolheu ao nível mais profundo do seu eu, se escondeu tanto que talvez tenha se perdido de si mesma, estive a observá-la, e vendo seus olhos furtivos comecei a entender que na verdade ela nem observa a vida que passa aqui fora, ela simplesmente dança os olhos por sobre as imagens que passam em frente a sua janela, mas não as compreende, não as observa, não as deseja.
Mas de uma forma interessante sua alma é como uma borboleta, cheia de cores e de expectativas, que deseja de uma forma inconsciente sair voando de flor em flor vivendo intensamente nem que seja só por um dia, até que sua alma se vá, e ela ao contrario da maioria, não quer que esse dia demore muito, talvez atrás daquela janela ela seja ainda como a lagarta antes de se tornar borboleta, talvez aquele seja o seu casulo.
Mas sei que de alguma forma existe nela um desejo de experimentar a vida, e tenho certeza que depois disso, ela nunca mais vai querer deixar de viver tudo o que ela tem direito.
E é assim que ainda surge uma esperança, uma certeza de que um dia ela vai estar pronta para encarar o mundo aqui fora, ela vai se libertar da prisão, vai abrir as janelas, destruir o casulo, vai se tornar borboleta e vai voar por esse mundo a fora, vai ser feliz, isso ela vai ser sim, ela merece.
Ela vai compreender que foi machucada pelo amor, mas que ainda assim ela pode recomeçar quantas vezes preciso for.
Ela vai entender que a alma dela é de borboleta, e ela precisa de ao menos 24h de intensidade todos os dias.
... É só esperar ela abrir a janela.
Jânderson Bispo




E O QUE EU POSSO DIZER DOS SEUS ESCRITOS QUE VC JÁ NÃO SAIBA MEU QUERIDO? COMO SEMPRE EU AMEI, EU JÁ FUI ELA VIU, EU JÁ FIQUEI OLHANDO A VIDA ACONTECENDO POR TRÁS DE UMA JANELA, HOJE VIVO COMO UMA BORBOLETA MESMO, ACHO QUE MINHA ALMA ERA E SEMPRE FOI DE BORBOLETA ELA SEMPRE QUIS SER LIVRE, SEMPRE QUIS SE ARRISCAR, E EU ENTENDI NO MEIO DE TODOS OS MEUS MEDOS QUE NADA É PERFEITO E QUE APESAR DE ME MACHUCAR ALGUMAS VEZES SEMPRE VALE A PENA TENTAR OUTRA VEZ. LINDO POST, BELA REFLEXÃO E TENHO CERTEZA QUE TODO MUNDO QUE TEM ALMA DE BORBOLETA UM DIA DESTROI O CASULO E VOA PELO MUNDO, E COMO VC BEM ESCREVEY E SÓ ABRIR A JANELA. BEIJOSSSSS
ResponderExcluirA Ana quase sempre comenta antes de mim aqui no seu blog, rs... ô pessoa rápida!
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Tem uma massagem chamada 'toque de borboleta', que é suave, delicada, ótima para namorados... lembrei dela enquanto lia... experimente aí... abraços e parabéns pelo texto, lindo e amoroso como sempre.
Conheço uma borboleta em especial tão ou mais presa que Ela, a sua borboleta, cheguei a conclusão que não existe pressa, existe o momento certo. E existem inumeros casulos aos quais nos prendemos, mas precisamos nos sentir confiantes para rompe-los e tudo tem seu tempo.
ResponderExcluirParabéns Jân, simples e lindo, profundo como sempre.
Beijos.
De uma borboleta.
Meu irmão como sempre vc arrasa escrevendo, vc escolheu ela, mas poderia ser qualquer um que ainda vive no casulo, em parte todo mundo tem essa alma de borboleta que deseja a liberdade, e um dia a coragem chega e a alma se liberta e então se é completamente borboleta, lindo texto meu velho, linda reflexão. abraços
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